Limites pessoais

Desde que mergulhei nas minhas águas e me reconectei com o meu Útero, resgatei o meu poder pessoal. Foi algo muito profundo e absolutamente transformador!
Eu era aquela que perdoava tudo, compreendia tudo, engolia tudo, porque não queria magoar ninguém nem gostava de conflitos. Colocava-me sempre a jeito para ser pisada ao mais ínfimo pormenor. Então, atraía pessoas e situações que alimentassem este padrão.
Até que comecei a perceber o quanto isto tudo tinha a ver com falta de amor próprio. Em nome da aparente paz, vivia em conflito interno. Isto nunca acontece unilateralmente, sinto Eu. Alguém que é constantemente magoado/pisado atrai este tipo de situações/pessoas, porque existe este padrão de permissão para tal no seu sistema. Era assim comigo também.
Hoje, sou aquela que perdoa tudo, compreende tudo, … Sei que alguém que projeta algo em mim está em conflito interno consigo. No entanto, isso não me invalida de colocar limites. E coloco todos! Uma pessoa em dor não tem, hoje, espaço para descarregar em mim. Simplesmente não tem. Porque hoje não permito. Não me coloco a jeito em nome da Paz e do Amor, tal como lá atrás.
Compreendo a inconsciência e limitação do outro, pois também eu as vejo em mim. Perdoo tudo porque sei o que é estar a dormir, pensando que a culpa é do outro por não fazer o que queria ou esperava que fizesse.
No entanto, não entro no jogo da acusação, culpa, etc etc etc.
Nas poucas vezes que alguém tenta fazê-lo, simplesmente não alimento e páro mesmo a conversa no início. Faço-o de forma assertiva. E morre tudo onde estava a começar. Algo que não é alimentado não expande. Simples assim…
Por outro lado, atraía muitas vezes pessoas que apenas estavam na relação para receber. Este era um padrão muito recorrente. Eu estava ali para as apoiar, ouvir, inspirar. Quando necessitava de apoio, normalmente não estavam disponíveis. Acontecia imenso… Isto porque eu estava sempre a dar. O outro não tinha que levar com as minhas dores, sentia eu. Então, atraía pessoas que não se dispunham a ouvir a minha dor, quando a sentia.
Eu era sugada de todas as maneiras. Porque permitia…
Com o tempo, os Seres que comecei a atrair vinham/vêm em alinhamento com o Amor, respeito, confiança. Vêm para uma relação bilateral. Têm consciência de união e partilha. Sabem que quando projetam algo em mim estão simplesmente a projetar. Reconhecem em mim a Centelha Divina que também são. Permitem-me ser perdoada quando peço perdão. (E este é um detalhe tão importante. Erro. Assumo. Peço perdão. E não: O outro é o culpado de Eu estar em dor.)
E tudo isto porque me reconectei com o meu Útero e com o meu Coração.

Hoje sou uma Mulher consciente da existência e do poder do seu Útero.

Esta Mandala Sagrada foi parida em conexão com o meu Útero para ajudar a despertar o poder adormecido no Teu.

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