Salto de Fé

“Podes inspirar muita gente a partir do sofá de Tua casa!”, disse-me uma voz vinda de dentro, há uns anos.

Na altura, não percebi nada, confesso. Mas confiei.

Com o tempo, percebi que o estava a fazer, devido ao feedback que ia tendo.

Há cerca de dois meses, a mesma voz interior falou comigo. “Tens uma mensagem para entregar ao Mundo.” Confiei. Com essa frase, veio uma imagem minha a dar uma palestra. Nunca planeara fazer uma palestra.

Não pensei mais no assunto… Até há cerca de duas semanas…

– “Se te convidasse para ir ao palco partilhar a tua história, irias?”, perguntou-me um Ser enorme que sigo aqui na rede: a Musa Rute Caldeira.

Naquele momento, o meu coração expandiu. Soube imediatamente que o Caminho era aquele.

-“Rute, vou saltar e dizer que sim!”

Não podia deixar que a minha mente racional interferisse e respondesse por mim. O coração tinha sido muito claro. Seriam cerca de 160 Seres que me iriam ouvir. A mente sabotaria facilmente, se lhe desse ouvidos.

Durante a semana que se seguiu, dei por mim muitas vezes a fazer um discurso mentalmente. Assim que me apercebia, libertava-me dele. Sabia que, quando chegasse o momento, diria o que fosse para dizer. Não queria nada mecânico. Queria abrir-me no sentido de expressar o que fosse a vontade do Universo. Apenas isso.

Tinha imensas partilhas que poderia fazer. No entanto, nada quis controlar.

No dia, pela manhã, vários pensamentos me passaram pela mente. Como já a conheço, não os validei. Sabia que eram apenas um mecanismo de defesa, automático e natural. Não lutei. Apenas não liguei.

Lembro-me de, no intervalo antes das palestras iniciarem, ter ido dar uma volta à quinta. Encontrei um Sol no chão. Senti que era uma Mandala que ali estava, logo, um portal. Fui para o seu centro e pedi ao Universo: “Que, durante a palestra, cumpra o meu Propósito Divino.”

Depois, sentei-me na cadeira onde iria jantar. Comecei a senti medo. Era um medo que já não sentia há muito tempo, em termos de intensidade. Não lutei. Simplesmente, rendi-me a ele. Coloquei-me, apenas, como Observador. Observei-o e deixei-o estar, sentindo-o e diluindo-me nele.

Nem por um momento me apeteceu sair dali. Sabia que precisava de o fazer, porque fazia parte do meu Propósito Divino. Tinha-me sido mostrado lá atrás. Sabia que tinha uma mensagem a entregar ao Mundo. O meu discurso era: “Se o que disser ali no palco servir para ajudar “apenas” uma Pessoa, já valeu a pena ter-me superado.”

Lembro-me de ter começado a palestra num quadradinho, sem me mexer. A meio, já fluía naturalmente.

No final e nos dias seguintes, muitos foram os Seres que me agradeceram, dizendo que tinha sido importante ouvir o que tinha partilhado.

Porque te conto tudo isto?

Para que percebas que aquilo que vemos nas redes não vem de seres iluminados, que não têm desafios, que não têm inseguranças, que são totalmente seguros e confiantes.

Hoje, quando os vejo, consigo agradecer-lhes com toda a profundidade da minha Alma por se superarem, exporem, partilharem, doarem, estando ao Serviço do Bem Maior. Os Seres que nos inspiram fazem-no por que o chamamento é maior do que o medo, do que a insegurança, do que a limitação da mente racional.

E se ou Outro consegue superar os mecanismos de defesa da sua mente racional, em nome do Caminho que lhe mostra o coração, porque não conseguirias Tu, Ser Sagrado?

Gratidão profunda a Todos os Seres que se colocam ao Serviço em nome do Bem Maior!

Gratidão profunda a Todos os Seres que me escutaram e incentivaram a dar este salto de fé (gigante)!

Gratidão profunda, Querida Rute Caldeira, pela Tua Luz, Generosidade, Humildade, Medicina, Entrega e sentido de Irmandade!

 

PS: No final do evento, o Universo presenteou-me com algo tão especial que as lágrimas caíram logo ali: Os “meus desenhos” inspiracionais voltarão a estar disponíveis nas alas de Oncologia Pediátrica, para serem coloridos pelos Meninos que estão a fazer tratamento, bem como pelos Seus Familiares. Tudo graças à Família Uma Dieta Espiritual! Farei o registo do momento de entrega, aqui no blogue.

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